
De campeã nacional de química a genética em Toronto: a história de Milica
Milica, campeã nacional de Química com um artigo científico publicado, conta como conquistou uma vaga em Genética na Universidade de Toronto e o que o SAT lhe ensinou.
Milica publicou um artigo científico antes mesmo de se candidatar à universidade. O título é “The Evolution of the Population That Plays Cooperative Games.” Ela também é Campeã Nacional de Química e Vice-Campeã de Física.
Ela acredita que o código do futuro está escrito no DNA e quer dedicar sua carreira aos problemas médicos mais urgentes de sua geração. Escolheu o Canadá e a Universidade de Toronto.
Perfil do estudante
- Objetivo: Genética / Biotecnologia
- Superpoder: Campeã Nacional de Química e pesquisa publicada
- Resultado: Genética, Universidade de Toronto (uma das principais universidades de pesquisa do mundo)
Equedu: Você é pesquisadora publicada, campeã nacional de Química e vice-campeã de Física. Por que a Universidade de Toronto?
Milica: Fiz minha busca por universidades com uma lista de critérios bem definida. Não estava procurando apenas uma “boa faculdade” — precisava de uma cultura específica.
Queria um ambiente progressista e aberto ao pensamento livre, mas também precisava de um programa de Genética de alto nível com forte produção científica. A Universidade de Toronto foi o único lugar que atendia a todos os critérios. Parecia a escolha óbvia, porque alia uma excelência acadêmica rara a uma cultura universitária muito aberta ao novo.
Equedu: Você disse que a estrutura do sistema educacional foi um fator decisivo. Por que estudar no exterior?
Milica: Na Sérvia e em boa parte da Europa, o currículo costuma ser rígido. Você escolhe uma área e fica nela. A Equedu me mostrou que, na América do Norte — tanto nos EUA quanto no Canadá —, eu poderia montar minha própria formação. Não queria apenas estudar Biologia. Queria unir minha base em Física e Química à Biologia para seguir carreira em Biotech. Encontrar um programa que permita esse nível de liberdade interdisciplinar é quase impossível no meu país. Precisei ir para onde o sistema foi construído para essa integração.
Equedu: Qual foi o maior choque de realidade durante o processo seletivo?
Milica: Sem dúvida, o SAT. Foi uma experiência de humildade.
Quando olhei pela primeira vez para a parte de Matemática, pensei nos meus prêmios nacionais e concluí: “Já sei tudo isso. Não preciso me preparar.” Foi um engano enorme. Meu mentor precisou me trazer de volta à realidade. Ele me mostrou que dominar a matemática é diferente de dominar o teste. Ainda havia um longo caminho até a pontuação que eu precisava.
O mesmo aconteceu com as redações. Achei que conseguiria escrevê-las em alguns dias. Na prática, aperfeiçoar um personal statement leva de 2 a 4 semanas. Perceber a dimensão da concorrência global — e o quanto não há margem para erro — foi assustador, mas necessário.
“Meu mentor precisou me trazer de volta à realidade. Ele me mostrou que dominar a matemática é diferente de dominar o teste.”
O erro mais comum que a Equedu observa entre estudantes talentosos com destino a universidades de pesquisa norte-americanas é exatamente o que Milica descreve. Eles confundem conhecer o conteúdo com dominar o teste — e o SAT cobra essa diferença. Candidatos que tratam o diagnóstico do SAT como um trabalho separado de sua performance acadêmica saem-se melhor.
Equedu: Você estava acostumada a relações formais e hierárquicas com professores na Sérvia. Como foi trabalhar com um mentor?
Milica: Foi diferente de um jeito muito bom. Adorei a relação de “par para par”.
No colégio, tudo é muito formal. Na Equedu, meu mentor era alguém que tinha passado por esse processo exatamente há pouco tempo. Não me oferecia teoria; me dava anotações de campo. Era uma relação amistosa e informal, o que facilitou ser honesta sobre meus medos e minhas fraquezas.
Equedu: Você se sentia perdida antes de começar. O que mudou no dia a dia?
Milica: Antes da Equedu, eu estava paralisada diante das opções. Não sabia por onde começar.
A mentoria organizou tudo. Transformou um processo caótico em uma lista de tarefas. Em vez de me preocupar com “tudo ao mesmo tempo”, eu podia me concentrar no que estava à minha frente. Conseguir organizar meu tempo de forma adequada — e ter alguém confirmando que eu estava no caminho certo — foi provavelmente a parte mais valiosa de toda a jornada.
Equedu: Qual é o seu conselho para estudantes que querem seguir seus passos na UofT?
Milica: Comece cedo. Não deixe nada para a última hora. A procrastinação pode custar sua vaga e sua bolsa de estudos. E segundo: Acredite em você. Quando você olha para as taxas de aceitação, pode parecer intimidador. Mas se você se dedicar e mantiver o foco, tudo é possível.
A visão da Equedu
A maioria das universidades europeias define o curso já na entrada, e esse foco é a sua força. A América do Norte deixa o estudante montar o próprio curso, e Milica queria Física, Química e Biologia em um único programa. Toronto permitiu. Essa liberdade tem um custo. Um estudante sem plano pode passar quatro anos provando disciplinas. Milica chegou com uma lista de critérios e um artigo publicado. Um título nacional faz o dossiê ser lido. Um plano faz o dossiê ser aceito.
A Equedu atua com candidatos desde 2019, com mais de 1.200 aprovações em 14 países desde 2020. Para planejar sua candidatura a uma universidade de pesquisa norte-americana, entre em contato com a equipe da Equedu.

